Vale a pena ter um blog no site do seu negócio?

Vale a pena ter um blog no site do seu negócio?

São dez da noite em Joinville. Uma pessoa abre a porta do armário da cozinha e vê um pozinho que parece serragem no fundo da prateleira. Ela não procura "dedetizadora em Joinville". Ainda não. Ela digita no Google: "pó de serragem no armário é cupim?".

Quem responde essa pergunta, com clareza e sem enrolação, ganha uma coisa que anúncio nenhum compra: a confiança de quem está com o problema na mão. No dia seguinte, quando ela for chamar alguém, o nome que ela lembra é o de quem explicou.

É para isso que serve um blog num negócio local. Não é para virar influenciador nem para escrever sobre tendências do mercado. É para responder, no seu próprio endereço, as perguntas que as pessoas fazem antes de pedir orçamento.

A pergunta vem antes do orçamento

Tem dois tipos de busca que trazem cliente para quem atende na cidade.

O primeiro é o de quem já sabe o que quer: "dedetizadora em Joinville", "desentupidora perto de mim". Essa pessoa quer um nome e um telefone. Quem aparece bem para essa busca é quem tem ficha no Google Meu Negócio e uma página dizendo o serviço e a cidade. Expliquei como isso funciona em como aparecer no Google na busca da sua cidade.

O segundo é o de quem ainda está tentando entender o problema. "Barata aparece mais no calor?", "dedetização faz mal para cachorro?", "quanto tempo depois da dedetização posso voltar para casa?". Essa pessoa não está pronta para contratar. Mas vai estar daqui a pouco, e está lendo.

A página do negócio conversa com o primeiro grupo. O blog conversa com o segundo. E o segundo grupo é grande: para cada pessoa que já decidiu chamar alguém, tem várias ainda pesquisando se precisa.

O que um blog faz que a página não faz

A página responde três coisas: o que você faz, onde atende e como falar com você. Ela precisa ser curta, porque quem chega nela quer decidir rápido.

O blog tem espaço para o resto.

Responde a dúvida inteira. "Dedetização faz mal para cachorro?" merece uma resposta de verdade: qual produto, quanto tempo o animal fica fora, o que fazer com a vasilha de água. Numa página de serviço isso vira uma linha. Num artigo, vira a razão para alguém confiar em você.

Coloca mais endereços seus no Google. Cada artigo é uma página nova, com um assunto próprio, que o Google lê e guarda. Uma página de negócio sozinha concorre por um punhado de buscas. Com dez artigos respondendo dez perguntas, são dez portas a mais.

Mostra que tem gente de verdade do outro lado. Quem escreve "no inverno eu vejo menos barata e mais rato, porque eles entram procurando calor" está contando uma coisa que só quem trabalha com isso sabe. Isso é diferente de texto copiado, e quem lê percebe.

Leva para o WhatsApp no momento certo. No fim de um artigo sobre cupim, a pessoa que acabou de descobrir que o problema é sério está a um toque de te chamar.

Quando não vale a pena

Vou ser honesto, porque blog abandonado é pior que blog nenhum.

Não vale se você não tem uma hora por mês para isso. Um artigo parado desde 2022, com "novidades do ano" no título, passa a impressão de empresa fechada.

Não vale se a ideia é copiar texto de outros sites. O Google reconhece conteúdo repetido e não mostra; o cliente reconhece texto sem alma e não chama.

E rende pouco para serviço que é só urgência. O chaveiro que abre porta às duas da manhã ganha mais com uma ficha bem feita no mapa do que com artigo. Ninguém trancado do lado de fora lê um texto de mil palavras. Para quem vive disso, o perfil no Google Meu Negócio vem muito antes.

Agora, se o seu serviço gera dúvida, envolve preço que varia, ou precisa de uma decisão, o blog trabalha a seu favor. Dedetização, jardinagem, reforma, estética, aula particular, conserto de eletrodoméstico: tudo isso tem pergunta antes do orçamento.

O que escrever: as perguntas que você já responde no WhatsApp

A melhor pauta de blog que existe está no seu celular. Abra as conversas de orçamento do último mês e veja o que as pessoas perguntam antes de fechar.

Para uma dedetizadora, a lista sai sozinha:

Cada uma dessas vira um artigo. Uma pergunta por artigo, com a resposta logo no começo e o detalhe depois. Se você atende Joinville, Araquari e Guaramirim, diga isso no texto, com o nome das cidades: é assim que o Google entende de onde você é.

E responda do jeito que você responderia no telefone. "Depende" com explicação é uma resposta boa. Texto que tenta parecer revista não é.

Quanto e com que frequência

Um artigo por mês, todo mês, vale mais do que dez numa semana e depois nada. O Google gosta de endereço que continua vivo, e você não se cansa.

O tamanho é o da resposta. Se a dúvida se resolve em quinhentas palavras, são quinhentas. Se precisa de mil e quinhentas para explicar direito, são mil e quinhentas. O que não pode é encher: repetir o parágrafo de cima com outras palavras só para parecer grande.

E comece pelo que dá dinheiro. Se o serviço que mais rende é o de cupim, as primeiras perguntas são as de cupim.

O blog precisa morar no seu endereço

Tem gente que escreve ótimos textos no Instagram, em legenda de post. É um bom lugar para quem já te segue. Só que o Google praticamente não mostra legenda de Instagram para quem pesquisa uma dúvida, e o post some do feed em dois dias. Falei dessa diferença entre perfil e página em só tenho Instagram: preciso mesmo de um site?.

O blog rende quando fica no seu endereço, ao lado da sua página: quem chega pelo artigo já está a um clique dos seus serviços e do seu WhatsApp. Escrever num site de terceiros ajuda o site de terceiros.

Como funciona aqui

Toda página de negócio que a gente faz já vem com um blog próprio, no mesmo endereço dela: seunegocio.conectapages.com/artigos. Não é um blog da ConectaPages com o seu nome no meio. É o seu, com os seus artigos, ligado à sua página.

Os três artigos mais recentes aparecem na própria página do negócio, então quem chega para ver os serviços também vê que você entende do assunto.

Você escreve pelo painel, no computador ou no celular. Enquanto escreve, uma lista mostra o que falta para o Google entender bem o texto: título no tamanho certo, resumo, links. O artigo nasce como rascunho e só aparece quando você marcar que está pronto, então dá para escrever aos poucos.

E se um dia quiser mudar o que escreveu, muda na hora, do mesmo jeito que muda o resto da página. Expliquei por que isso importa em quem mexe no seu site depois que ele fica pronto.

O blog está incluído nos R$ 29,90 por mês da página, sem custo a mais. E para ele não nascer vazio, a gente escreve os três primeiros artigos com você, de graça, a partir das perguntas que os seus clientes já fazem. Depois, você segue escrevendo, ou, se preferir que a gente cuide disso todo mês, é só combinar.

Por onde começar

Esta semana, abra o WhatsApp e anote as cinco perguntas que mais aparecem antes de um orçamento. Escolha a que mais tem a ver com o serviço que mais te dá dinheiro.

Escreva a resposta como se estivesse explicando para um cliente na sua frente. Coloque a cidade no texto. Termine dizendo como falar com você.

No mês que vem, a próxima pergunta.

Se você ainda não tem uma página com blog, veja como ela é em sites profissionais: os três primeiros artigos a gente escreve junto. E se tiver dúvida sobre o que escrever no seu ramo, chama a gente.

Cristian F. Ritter

Cristian F. Ritter

Cristian Ritter é engenheiro e fundador da Conecta Pages, uma empresa especializada em soluções de marketing digital e criação de páginas de captura. Com uma carreira de mais de 15 anos no setor de tecnologia, o autor tem ajudado inúmeras empresas a estabelecerem e expandirem sua presença online.